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sábado, 9 de julho de 2016

Breve pausa (já em curso)

A redação deste blog (que também é o meu quarto) vai no quarto dia de reforma, caros leitores.

Estes dias, estou acordando cedo, junto com o sol.
De vermelho, um sol em esplendor de ouro

E sigo sem sinal de internet, graças às tomadas desligadas. Com dados móveis, publicar  é mais complicado.

Acabo ficando mais tempo no Whatsapp 🛡,
Escudo entre os emojis do Whatsapp: partido encaixado de vermelho e prata.

assistindo séries norte-americanas...
Suposto escudo com as armas dos Estados Unidos. De prata, seis palas de vermelho, chefe de azul, pleno.
...ou japonesas.
Susposto escudo heráldico do Japão, De vermelho, o selo imperial do crisântemo de ouro.

O plano é retornar na semana que vem. E quem sabe com algumas coisas bem bacanas.
Minhas armas com dois arminhos como suportes. Bonitinhos!


quinta-feira, 21 de abril de 2016

90 Anos de Elizabeth II

21 de abril é o aniversário da Rainha Elizabeth II do Reino Unido (e da Austrália, do Canadá, da Nova Zelândia, da Jamaica, etc.). Sua majestade chega aos 90 anos em 2016 como a mais respeitada monarca do planeta, com sua sucessão garantida até a terceira geração (Com George, William e o outro George), e um índice de aprovação pública nas alturas. Muitos parabéns à ela.

Armas de Elizabeth II, como soberana do Reino Unido (na Inglaterra). Encyclopaedia Britannica.


Esses dias, no Reddit r/heraldry, estava acontecendo um concurso para oferecer um novo brasão de presente para Sua Majestade, como chefe da Commonwealth of Nations. Minha proposta foi esta:

De vermelho, um sol em seu esplendor, de ouro. Por timbre, o sol das armas, coroado com a Coroa Real de Santo Eduardo. Suportes: Um leão de ouro e um unicórnio de prata, coleirado de ouro. Na base o lema: Where the sun never sets.

Essas armas, que ficaram em terceiro lugar no concurso, representam a rainha como o sol que guia e lidera a Commonwealth, esta que por si só é uma remanescente do grande Império Colonial Britânico, "Terra onde o sol nunca se põe."

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Escudo Hyliano (Legend of Zelda)

Eu nunca fui muito dos videogames. Durante a minha infância, não era muito chegado em entretenimentos eletrônicos que não fossem a televisão. Aos onze ou doze anos, quando ganhei meu primeiro console, os jogos eram tão atrasados que nem valiam muito a pena. Depois acabei me dedicando mais aos estudos e os jogos de computador ganharam minha atenção.

Aos dezesseis ou dezessete ganhei meu segundo e último console, um PS2, da Sony. Está parado, defeituoso, na oficina do meu pai. De vez em quando, curto uma jogatina, mas para isso, uso o computador mesmo.

Como aficionado em heráldica, acabei me tornando o chato quando se fala em escudos de jogos. Escolher o escudo do meu personagem é, na maioria das vezes, um exercício de paciência. Eu me pego pensando em coisas como: Onde estão as flores de lis? Quem foi o mal-informado que criou a heráldica desse jogo? Alguém poderia editar isso para colocar um escudo decente?

Não joguei este Crusader Kings, mas só por ter alguns brasões corretos, já ganhou pontos comigo!
E em se referindo a escudos em games, acho que não existe um escudo mais icônico do que o Escudo azul dos cavaleiros Hylianos, de Legend of Zelda. Sim, aquele que o protagonista da maioria dos jogos, Link, usa em suas aventuras.


Este escudo é heraldicamente simples. Apesar do visual rebuscado, é preciso lembrar que todas as partes de metal não fazem parte do brasão, servindo apenas como adorno ou proteção para as bordas de metal do escudo, presas por rebites de metal.

Na descrição em um dos jogos, diz-se o seguinte:
Um escudo com a insígnia Hyliana. Defenda-se de ataques com (Z). É metal, e não vai queimar.
Além da Insígnia Hyliana, há ainda o símbolo da Triforce, que são três triângulos dourados. Sobre esses, fui pesquisar um pouco mais em como brasoná-lo. Procurei o Xavier Garcia, sábio da Heráldica Digital Ibérica. Ele me informou de duas coisas. Primeiro que a insígnia Hyliana em vermelho sobre campo azul feria primeira regra da heráldica. Bem, isto eu sabia, e já estava preparado para brasonar um cosido. E segundo, que para triângulos assim, usa-se o termo justapostos.

EM TEMPO: Conversando, nos comentários de uma publicação relativa a esse post no Facebook, com outro heraldista brasileiro, o Danilo Martins, acabei descobrindo que há um termo na Heráldica Portuguesa que funciona melhor que justaposto, que é "Unido."

Assim sendo, podemos descrever o brasão da Guarda Hyliana como:
De Azur uma insígnia hyliana cosida de Gules, acompanhada em chefe de três triângulos, unidos 1-2.


Heraldicamente incorreto, infelizmente. Esse escudo viola a primeira regra da Armaria: Proíbe-se usar peças de cor sobre cor ou de metal sobre metal. Para corrigir isso, eu recorreria ao artifício usado originalmente para decoração, tornando a insígnia Hyliana de prata.


E então, o que acharam da ideia? Nos próximos posts, segue a série sobre como se tornar um armoriado

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Ainda falando de Micronacionalismo

Nessa minha estadia nas tais micronações, deu vontade de escrever um pouco sobre heráldica. De passar informação para o pessoal e tal. Nesse fim de ano fiz uma coisa daquelas que chamam de Fanzine. Experimentem uma lida, se interessar:


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Durante o hiato


Olá, improváveis leitores.



Este meu blog é um blog que vive em hiato, tal e qual o meu blog preferido, o Crónicas Heráldicas, do espanhol Juan José Carrion-Rangel. Posto algumas coisas durante uns dias, depois me afasto das postagens, volto e paro e volto e assim vou levando. Até por isso ele não tem muitas visitas.



Durante esses últimos meses tive alguns contratempos que me impediram de desenhar bastante, mas agora estou começando a tentar coisas novas com os softwares gráficos. Continuo sem ser grande coisa, mas agora já uso bem menos os vetores da Wikimedia Commons.

Ilustrando o post, seguem algumas armas que desenhei ou idealizei nos últimos tempos. Boa parte destas, de fantasia, para membros de estados do Micronacionalismo, um hobby que tem recebido bastante da minha atenção, e que traz muitos curiosos para os estudos de Heráldica.




segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Heráldica Atribuída: Princesa Branca de Neve

Houve uma vez, num reino distante, um certo rei. Este rei teve de sua primeira esposa apenas uma filha. A Rainha era uma mulher muito bondosa, sempre pronta a ajudar as pessoas do reino. Numa noite de Inverno, a rainha caminhava pela neve, quando viu uma bela rosa. Ao tocá-la, foi ferida e três gotas de sangue saíram de seu dedo. A boa rainha então falou: 
-Ah, como eu queria ter uma filha, e que ela tivesse os lábios vermelhos como o sangue, o cabelo negro como a noite, e a pele branca feito a neve. 
E logo o pedido da rainha foi atendido, e nasceu uma princesa naquele reino. Assim como a rainha pedira, a menina nasceu. Ela tinha os lábios vermelhos como o sangue, os cabelos negros como a noite e a pele branca feito neve. Deram-lhe o nome de Schneewittchen. Em nossa língua, Branca de Neve. 
Mas pouco tempo depois, uma doença tirou a vida da boa rainha, que infelizmente não pode ver a bela princesa crescer. O Rei então voltou a casar-se, com outra mulher muito bela. Dizia-se que essa nova esposa praticava feitiçarias, pois nunca antes sua majestade fora tão completamente submisso a uma mulher. 
Feitiçaria ou não, algum tempo após o casamento, morreu também o Rei, deixando sua nova rainha como regente, e a pequena Branca de Neve, Órfã. Apesar da menina ser a legítima herdeira do Reino, cabendo à sua madrasta apenas conseguir-lhe um marido para manter viva a linhagem real, Branca cresceu sem nunca ter papel ativo no reino. A Rainha, opulenta e ambiciosa, comandava o reino a seu bel-prazer, vendo tudo o que acontecia em seu espelho mágico. Este espelho possuía vida. Talvez a alma de um antigo feiticeiro ou algo assim. Todos os dias, a megera ia até o tal espelho e perguntava. 

-Espelho, espelho meu: Existe alguém mais bela do que eu? 
O espelho, que tudo podia ver, respondia sempre: 
-Não, Milady, Vossa Majestade é a mais bela de todas. 

Os anos foram passando, a menina Branca tornou-se uma donzela, tão gentil e bondosa quanto sua mãe. Claro, o espelho tomou conhecimento de sua beleza. E um dia, quando a Rainha fez sua tradicional pergunta: 
-Espelho, espelho meu: Existe alguém mais bela do que eu? 
O espelho deu uma resposta diferente: 
-És muito bela, Milady. Mas a princesa Branca de Neve é agora a mais bela de todas. 
De forma alguma! Nunca permitiria que seu poder fosse tomado. Nunca permitiria que aquela menina lhe tomasse nada, nem que tivesse nada. Menos ainda a beleza! Fervendo de ódio, fez chamar o chefe da guarda real, exímio caçador e amigo pessoal do finado rei, e deu-lhe uma ordem extremamente cruel. 
-Caçador, atendei a minha ordem. Leva a princesa Branca de Neve para a Floresta, mata-a e como prova traz-me nesta urna de prata o coração dela.
O homem recebeu a urna e saiu. No entanto, como mataria a herdeira legítima do Reino? Que ordem absurda era aquela? 
Foi até os aposentos da princesa e a chamou para irem até a Floresta. Quando chegaram em um local suficientemente afastado, a moça perguntou: 
-Senhor caçador, para onde vamos? e para que trazes esta urna? 
Com voz preocupada, o caçador falou à jovem princesa. 
-Branca de Neve, fuja agora. A Rainha está louca. Ela quer vê-la morta, hoje mesmo pediu-me o vosso coração. Pediu que eu a matasse e levasse vosso coração nesta urna. Em nome do Rei seu pai, jamais faria isso. Fuja agora enquanto pode. Fuja para outro reino onde pode ser acolhida, fuja para longe do castelo da rainha má e assassina. Fuja! 
O caçador então afastou-se dela, saindo em busca de um animal selvagem. Achou um javali. Matou-o, e arrancando o coração do animal, colocou-o na urna de prata e levou para a rainha, que ficou extremamente satisfeita. 
Branca, horrorizada com aquela revelação, fugiu. Com medo, fugia e chorava. Correu e chorou pela floresta por toda a noite. Estava exausta, faminta e morrendo de medo. Quando já pensava em dormir encostada num tronco qualquer, viu uma pequena casa.
Aproximou-se e bateu na pequena porta. Estava aberta, então entrou, desesperada por ajuda. Na casa era tudo pequeno, desde os pratos e as cadeiras até as prateleiras e mesmo as camas. Tudo multiplicado por sete. Branca comeu as sobras de um mingau que estavam no fogo, juntou as sete caminhas, e esgotada depois de uma noite horrível de fuga e choro, deitou-se e dormiu. 
Naquela casa moravam sete anões que trabalhavam numa mina próxima. Voltando do trabalho, encontraram sua casa aberta, sua comida esvaziada e uma estranha moça dormindo em suas camas. 

Ao acordar, Branca contou-lhes sua triste história. Os anões, apiedados da história da princesa, permitiram que ela ficasse. 
Enquanto isso, no palácio real, a rainha foi até seu espelho. Não haveria mais dúvida agora. Branca de Neve fora morta na noite anterior. Ela seria a mais bela mulher do reino. Para a sua surpresa, o espelho respondeu: 
-A princesa Branca de Neve, Milady, é ainda a mais bela de todas. Sua alteza ainda vive, na casa dos anõezinhos que trabalham nas minas. 
Furiosa e vingativa, a Rainha má decidiu dar um fim em Branca de Neve ela própria. Disfarçou-se de velhinha vendedora de maçãs e foi até a floresta naquela noite. Levava consigo uma cesta de frutas, e uma delas estava envenenada. 
Branca de Neve, sem saber o que a aguardava, ficou na casa dos anões enquanto estes foram cumprir sua jornada diária nas minas. Naquela noite, uma velhinha bateu à porta.
-Minha filha... poderia por gentileza comprar uma maçã desta pobre velhinha? - a Rainha, disfarçada, ofereceu a maçã à jovem princesa. 

-Perdoe-me senhora, mas também sou pobre. Não tenho nem uma moedinha para lhe dar... - Branca, entristecida por não poder ajudar a "pobre senhora em necessidade", respondeu. 
-Oh... Mas que menininha honesta. E é tão bela... Por tanta honestidade e tanta beleza, merece mesmo que eu dê-lhe de graça! Vamos, pegue e dê uma dentada! - A rainha gargalhava por dentro quando ofereceu a fruta envenenada à princesa. 
Quando Branca de Neve mordeu a maçã, o veneno a derrubou de imediato. A rainha se afastou com uma gargalhada cínica: 
-BRANCA DE NEVE! JÁ NÃO ÉS A MAIS BELA! 
Na manhã do outro dia, quando os anões chegaram encontraram Branca de Neve desmaiada. Julgando-a morta, prantearam todo o dia. 
-Não podemos deixa-la sobre a terra fria - disse um dos anões. 
Os homens construíram então um caixão de cristal para Branca de Neve. Escreveram nele, em filigrana de ouro, que aquela era a filha do finado rei. Carregaram o esquife até a floresta e a seu lado puseram um escudo. 

Nesse meio tempo, o caçador conseguiu alertar os nobres do reino sobre as intenções da Rainha. Houve grande comoção e vários cavaleiros passaram a procurar pela floresta, tentando achar a princesa. Entre eles, o jovem príncipe de um reino vizinho.
 
Cavalgando pela floresta, o jovem encontrou a urna de cristal e à volta dela os anõezinhos. A jovem que jazia dentro do caixão era bela. Aqueles cabelos, aqueles lábios e aquela pele eram inconfundíveis. Aquela era Branca de Neve. O príncipe ficou encantado. Mas ela já estava morta? Como podia? A morte não lhe fazia efeito. Continuava bela e vívida. O Rapaz não se conteve. Destampou o caixão e beijou-a. 
Como se fosse um milagre, Branca de Neve acordou. Para a alegria dos anões e dos animais da floresta, a princesa não estava morta. Branca de Neve então foi levada até o reino vizinho, onde recebeu o apoio e o juramento de lealdade de seus nobres. Marcado o casamento, a hoste dos nobres leais ao velho rei, engrossada pelas tropas do reino vizinho, invadiu e retomou o palácio, expulsando a rainha má. 
Meses depois, Branca de Neve e o Príncipe se casaram, e o Reino voltou a viver em completa paz e harmonia.

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É um bonito conto de fadas, escrito sob a supervisão da minha irmã de dez anos. A última figura, da Branca de Neve em seu caixão de cristal, com um escudo ao lado. Esse escudo, obviamente fictício, foi desenhado na imagem pela artista austríaca Marianne Stokes. Acho que dá pra supor algumas coisas a partir da leitura.

1. Para haver príncipes de reinos vizinhos, o reino da Branca de Neve deveria ser um pequeno Reino integrante do Sacro Império, por volta dos anos 1400 ou 1500.

2. O escudo na imagem é realmente um escudo, e não uma lisonja ou escudo oval, então essas devem ser as fictícias armas do finado Rei, pai de Branca, e por consequência, do reino.

3. Os irmãos Grimm eram alemães, mais precisamente da região central da Alemanha Atual (Hesse), uma área que era consideravelmente fragmentada na época do Sacro Império.

Assim sendo, e pensando em Branca de Neve como única herdeira, já que não havia filho homem para herdar os títulos ou brasões, pelo menos até que ela gerasse um filho, podemos considerar que essas são as próprias armas de solteira de Branca, Princesa de ???


Armas da Princesa Branca de Neve, segundo Marianne Stokes:
Partido. 1 de ouro, chefe de negro carregado de uma coroa antiga
do primeiro. 2 de vermelho, com uma brica de ouro
Este artigo foi inspirado no post "Blancanieves" do blog Dibujo Heráldico, mas minha irmã disse que eu tinha de escrever a história direito. E saiu isso.

Um feliz dia das crianças a todos os filhos, sobrinhos, netos e primos de heraldistas!

domingo, 9 de março de 2014

Heráldica do Cinema e da TV

Está sendo um longo mês, esse das preparações para a mudança, caros leitores. Parto para a faculdade de Design Gráfico em 10 dias. Este ano também quero fazer o curso de heráldica da UNED, à distância, mas antes preciso me estabelecer na cidade de João Pessoa, antiga Frederikstadt e Filipeia de Nossa Senhora das Neves.

Estava hoje mais cedo assistindo um filme da Disney com minha irmã e notei uma coisa interessante logo na abertura. Há um Brasão de Armas na bandeira mais alta do Castelo da Bela Adormecida.


Apesar da falta de qualidade da imagem, o Papworth Ordinary of Arms encontrou pra mim o seguinte brasão,
"Arg. three lions pass, in pale gu. Desnay, co. Lincoln, V. Disney, co. Lincoln. Disni. in Norton Disney Church, co. Lincoln. M. William Dysney, S. Faconberge. Fawconeridge, F*. Fawconbrige, TF. Kinerby, Kynnerby, V. T. LiTTLEBURY, V. St. Ive. Johau de St. Yve, F."
 ...que bate com a imagem encontrada no Castelo da Bela Adormecida no Walt Disney World.


As armas dos Disney se leem, em português: De prata, três leões de gules postos em pala.

Ainda no universo Disney, ocorre também o oposto. Há má heráldica também, como no caso do presumido escudo da família Duck (McDuck), que é a do Donald e do Tio Patinhas. Uma estranha combinação de alaranjado, amarelo e vermelho, que não chega a ser satisfatoriamente brasonada.

Ainda no setor dos desenhos animados, um memorável escudo da minha infância era o de Eric, o cavaleiro, em Caverna do Dragão. O escudo que ele levava consigo para todos os lados, e que lhe conferia proteção mágica, era perfeitamente brasonável. De ouro, um besante de preto, carregada de uma cabeça de grifo de prata.


Saindo dos desenhos, mas ainda na temática medieval, chegamos à minha série de TV favorita, Game of Thrones, que é baseada nas Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin.


Minha casa preferida, e talvez a que mais sofre durante a história, são os Stark de Winterfell. Suas armas são: De prata, um lobo cinzento de sua cor. Acho permissível o "de sua cor" nessa ocasião, afinal o lobo não é preto, mas também é facilmente distinto do fundo branco.

E falando em Stark, outros Starks possuidores de armas são os de Tony Stark, também conhecido como o Homem de Ferro, membro dos Vingadores. Ao contrário dos primeiros Starks aqui descritos, a família do milionário mais carismático da Marvel tem um escudo que é de preto, uma águia de prata. Chefe de prata com 3 estrelas de preto postas em faixa.


Outro playboy que também possui um brasão é James Bond. O 007 toma conhecimento das armas da família Bond em "A serviço secreto de sua majestade" (meu filme preferido apesar do George Lazenby), onde durante uma das tramas ele representa um membro do College of Arms, para encontrar seu arqui-inimigo Ernst Blofeld. Suas armas são de prata, uma asna de preto, carregada de três besantes de ouro. Por diferença uma brica de prata, carregada de uma mão de gules.

domingo, 8 de setembro de 2013

Um pouco de Heráldica Fictícia

Um hobby que eu acho particularmente interessante é o micronacionalismo. O micronacionalismo consiste em criar uma nação para si, totalmente fictícia. No entanto, há um aspecto no micronacionalismo tradicional do qual eu não me agrado.

Na versão brasileira da micronations.wikia.com houve, por muito tempo um texto que discriminava nações de uma pessoa só e nações virtuais. Na minha opinião, se uma pessoa tem capacidade intelectual para criar uma nação fictícia, ela é suficientemente capaz de procurar grupos de pessoas que tenham o mesmo interesse, de cada um ter sua nação, e levantar o dedo médio para esses esnobes.

Enfim, feito o meu desabafo, continuamos com o assunto de hoje, nações fictícias, a minha "criação" de hoje é para a nação fictícia que um amigo meu vem criando no Minecraft, a República de Novo Mundo. Mais sobre ela vocês podem ver clicando aqui.

O brasão é simples, criado a partir da bandeira. Não gosto de brasões feitos a partir de bandeiras, mas li um dia desses num grupo de heráldica algo como: "Nas revoluções modernas não se carregam escudos e sim bandeiras. É mais fácil pintar e carregar um pedaço de pano do que um escudo". Cortado em três: o 1º de Gules, o 2º de Argent e o terceiro de Azure. Brocante sobre o todo, duas espadas postas em sautor. Suporte uma Águia de Sable, armada e bicada de Or, lampassada de Gules. Na parte inferior, listel de Argent com a divisa "Virtus Aequitas Misertus".