quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Adoção de Novas Armas


É sempre bom ver amigos adotando armas. Na noite da última segunda, enquanto trabalhava no artigo sobre o blog do David Appleton, recebi uma mensagem do Henrique Lemos, amigo de longa data, perguntando se eu não podia dar uma ajuda pra ele com as suas armas pessoais, que ele decidiu adotar recentemente.

De verde, três espadas em faixa, acompanhadas de uma orla, tudo de prata. Como timbre, um tridente de ouro. Como Lema, Nichts zu Fürchten.


Começamos então a busca por um brasonamento legal. Primeiro tentamos o estilo Bucket Shop, já que foi o único lugar onde eu achei um grifo marinho. Mas felizmente ele desistiu do grifo marinho.

Depois de alguma conversa, encontramos a solução, que estava nos meus próprios arquivos.

No começo eu não gostava muito destas armas, mas o novo timbre e o lema deram uma cara ótima ao brasão. Parabéns pelas armas novas, Henrique. Que elas possam sempre te acompanhar e testemunhar grandes feitos!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Heráldica de Clip-arts


Seguindo com o assunto Heráldica Digital, que eu comecei na segunda-feira (Clique aqui para ir ao post anterior) falando sobre quem usa softwares para verdadeiramente desenhar heráldica. Mas a grande maioria das pessoas não foi treinada para desenhar, e sim para uma miríade de outras funções, físicas ou mentais. Para estes, resta, com mais ou menos esforço, usar material pré-fabricado, os chamados clip-arts.

Muita gente não gosta. Há quem considere uma ofensa. Há quem nem sequer fale no assunto. Mas eu decidi falar.
  1. Clip-art não é arte heráldica. Na faculdade de Design, a gente discutiu o conceito de arte. Entre as milhares de possíveis definições para arte, eu fiquei com a seguinte na minha cabeça: Arte é qualquer criação humana, original em seu conceito, para fins de fruição. A heráldica de Clip-arts até pode ser criada para fins de fruição, mas o fato de reaproveitar materiais acaba criando algo que não é original, tornando o processo algo artificial, repetitivo, mecânico.
  2. Clip-art é útil. Sim, pode não ser arte e muitas vezes não ser agradável aos olhos. Mas a Heráldica de clipart funciona para o fim a que se propõe. Suponhamos que você é um advogado que precisa enviar um brasão para que um artista heráldico o desenhe. Se você não for bom em brasonar, basta enviar um desenho, mesmo que feito com peças pré-fabricadas. O artista compreenderá perfeitamente o que você procura, e a informação terá sido dada com sucesso.
  3. Saber usar clip-art não faz de você um heraldista. Ser um heraldista envolve muito estudo, esforço, paciência e diria até mesmo um pouco de habilidade artística.

Dito isso, o básico da heráldica de clip-art pode ser feito usando um software simples, o Paint. Com os clip-arts certos e um pouco de paciência você pode chegar a um resultado como esse:

De prata, uma faixa de azul carregada de um navio de sua cor, entre três estrelas de seis pontas, de vermelho, duas em chefe e uma na ponta.
Há ainda a possibilidade de elaborar mais o trabalho usando material e softwares vetoriais e de edição de imagens, mas decidi não me delongar no assunto desenho desta vez, porque não é este o foco. Na página de links, na seção referências, há algumas páginas com Cliparts. Vocês podem usar à vontade, mas não se esqueça de atribuir créditos aos criadores.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Appleton



Yesterday, while updating my heraldry bookmarks, I've noticed this blog is now in the "Blogs of Interest" section of David Appleton's Heraldry Blog, one of my favourite blogs in the internet.

To express my happiness and gratitude for this, I tried a personal version of the arms of Appleton.

The apple tree is from Wikimedia Commons.

Ontem, enquanto eu atualizava meus sites favoritos de heráldica, notei que este blog foi adicionado à lista de blogs interessantes do Blog de Heráldica do David Appleton, um dos meus favoritos de todos os blogs sobre heráldica na internet.

Para expressar minha felicidade e gratidão por isso, eu tentei uma versão pessoal das armas do Appleton. 

A macieira é do Wikimedia Commons.


 Argent two chevronels Azure between three apples Gules slipped and leaved Proper.

Crest: On a wreath Argent and Azure, an apple tree fructed Proper.


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Questão de estilo


Estou recomeçando devagar. Há muito o que ser feito no blog ainda. Hoje, algumas palavras sobre desenhos heráldicos, e não sobre a heráldica em si.
Atualmente, heráldica gerada e desenhada com softwares de computador tornou-se bastante popular. Há ainda quem não considere ela uma grande forma de arte, por valer de material pré-fabricado em boa parte dos casos. Desta vez não falarei deles, mas em breve terei algumas palavras sobre essas pessoas também.

Hoje vou falar de um outro grupo. Há, entre todos os criadores de arte heráldica digital, um grupo que é responsável por desenhar do zero todas as suas obras. Eu até gostaria de me considerar parte desse grupo, mas minhas criações acabam limitadas pelo fato de eu não saber desenhar figuras complexas, como animais ou objetos mais elaborados como chapéus com borlas, mantos ou torreões ardentes. Sou capaz de, com certa propriedade e em alguns minutos, desenhar umas armas básicas, suficientes para se representar um brasão. Por exemplo:

De prata, três faixas de vermelho, cantão de azul carregado de cinco lisonjas de ouro postas em cruz, a do centro carregada de um coração de púrpura.

Há entre esse grupo de heraldistas, três estilos predominantes.
O primeiro, o qual eu expus acima, apresenta a arte limpa, sem brilho, detalhes ou sombras. É heráldica na prática. Para mim, seu expoente máximo é o Xavier Garcia, do Taller de Heráldica e Vexilologia da Wikipedia em Espanhol, e do blog Dibujo Heráldico. É meu blog de heráldica preferido. Visito-o praticamente todos os dias.


O segundo estilo é bem conhecido, eu o chamo de Wikipediano, porque seu estilo de representação vem de alguns designers/heraldistas que produzem conteúdo para a Wikipédia. Os mais famosos são Sodacan (Sem nome conhecido), Heralder(Sem nome conhecido), Tom-L (Tom Lemmens) e SanglierT (Mathieu Chaine). Consiste primariamente em adicionar sombreado, volume e movimento às figuras através de contornos e alterações nos tons, deixando-os mais claros ou escuros. Fica a minha tentativa, meio sem sucesso, de imitar o estilo.

O terceiro estilo, que eu chamo de metalizado, é bem comum entre os brasões brasileiros, por ser usado em muito brasões do Atelier Heráldico do Raul Marquardt, e também pelo heraldista paraibano Eduardo Castro (Que é um purista, monarquista ferrenho, me bloqueou no facebook, mas ainda assim aqui está o link para o blog dele.) O efeito metalizado é conseguido através da sobreposição de uma textura metalizada por cima do escudo, que é ajustada para a melhor aparência. Essa textura é um mistério a parte. Eu procurei bastante para escrever este artigo e não achei de jeito nenhum. O estilo também usa um leve sombreado para dar a sensação de volume. Tentei imitar com outra textura de metal, mas não ficou bem igual.

Não podemos esquecer que a Heráldica é uma arte, e assim sendo, pode ser interpretada de infinitas maneiras, Então há muitos estilos de desenho que eu não falei. A arte heráldica digital está ganhando espaço, e embora não seja ainda uma febre entre os heraldistas mais tradicionais, agrada bastante aos mais jovens, pela praticidade. Você não pode colocar um mural de um metro de altura num cartão de cinco centímetros.

No fim, cabe a cada um de vocês escolher o estilo que agrada mais, e aproveitar a evolução da arte através da história.


sábado, 27 de agosto de 2016

Mudanças no blog

Se você visitar o blog nos próximos dias, provavelmente ele estará mudando algo, faltando algo. Estou estudando uma melhora no visual dele. Alguns posts estão rascunhados e pretendo terminá-los em breve. Outros posts já publicados estão com imagens quebradas que pretendo publicar novamente ou redesenhar. Espero que ainda em setembro eu já tenha tudo novo no blog.