terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Paletas de cores

Hoje o post não é meu, mas sim uma tradução de um excelentíssimo post do Xavier Garcia, escritor do brilhante Dibujo Heráldico, um dos meus blogs favoritos no que se refere a Heráldica, sobre uma dúvida comum que eu vejo entre os menos entendedores da ciência dos brasões.

"Qualquer sistema atual para organizar as cores, tipo Pantone, RGB, etc, é muito mais moderno do que o que havia no início da heráldica. É por isso que não há uma única tonalidade válida para representar os esmaltes. Assim como cada maestro tem o seu livro de partitura, cada um pode usar a paleta de cores que preferir."
As paletas que o Xavier Garcia usa são essas:

Nos projetos nacionais de heráldica na Wikipédia, cada idioma usa tons diferentes.

Wiki em Catalão

Wiki em Espanhol

Wiki em Francês

O governo espanhol usa esta para o desenho governamental do brasão do país:

Atualmente eu uso estas duas paletas:

No post original do Xavier há ainda mais algumas paletas, mas acredito que estas já são suficientes para que se note a diferença.

Se você olhar em armoriais, você vai ver que cada um usa suas próprias cores. Bem, ninguém pode dizer que um esmalte deve ser. Sempre se pode recomendar o uso de certas tonalidades, mas, mesmo que se pinte com outros, enquanto se distinguir cada esmalte incluído claramente, o desenho estará heraldicamente correto. Esta é uma vantagem heráldica para representar símbolos.

Também gostaria de comentar que em desenho técnico de brasões de armas, você só pode usar uma única tonalidade para cada cor. Gradientes ou outros efeitos artísticos não são permitidos. O desenho deve ser de cores planas, sem gradientes.

Sem mais, me despeço, deixando mais uma vez aqui o link do post original do Xavier Garcia, que está em http://dibujoheraldico.blogspot.com.br/2011/06/paletas-de-colores.html. Em espanhol.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Paraíba Holandesa

Eu moro na Paraíba, um dos estados brasileiros que foi dominado pelos holandeses, durante o século XVII. Estranhos pensamentos por vezes me levam a imaginar que se os holandeses não tivessem sido expulsos, waarschijnlijk zou ik het schrijven van dit artikel in het Nederlands. 

O legado deixado por João Maurício de Nassau-Siegen no nordeste brasileiro não foi meramente comercial, apenas cuidando da Companhia das Índias Ocidentais. Ele cuidava da administração da Colônia de forma inteligente, e até mesmo criou brasões para as capitanias.

Em 6 de novembro, em uma carta enviada à Assembleia Holandesa, Nassau informava, dentre outras coisas, que dispunha-se a organizar brasões alusivos à paisagem e à economia local. A história completa vocês podem conferir nesse artigo da revista Leituras da História. Aqui, ficaremos apenas com a Paraíba.
Parayba (1647): Gravura baseada em desenho de Frans Post, mostra o Brasão imaginado por Nassau.

O brasão organizado por Nassau para a Paraíba é de azul, carregado de 6 pães de açúcar, dispostos 3, 2 e 1, representando o poderio paraibano na produção açucareira. Como timbre, uma coroa.

  
Minha versão ficou um tanto mais simples, tentei buscar entre as coroas da Heráldica de Domínio Holandês a que mais se aproximava da desenhada por Post, mas como a gravura feita por ele era mais artística que heráldica, satisfiz-me com a coroa que consegui montar, usando uma coroa holandesa como base.

Para concluir, apenas mais um aviso. Instalei o Livefyre no blog, assim não é necessário responder nenhuma pergunta para confirmar os comentários (acredito que nenhum dos leitores seja um robô), e dá para comentar usando o perfil do Facebook.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O conde que quase enterrou seu Bentley.

Bom, esta semana ocorreu uma coisa curiosa no Brasil, que repercutiu e muito no Facebook. O conhecido socialite brasileiro Chiquinho Scarpa postou na sua página da rede social que ia enterrar seu carro preferido, um Bentley avaliado em R$ 1 milhão, o que causou uma revolta entre os usuários do Facebook. Choveram comentários ironizando e repudiando a decisão. Para a história completa, a página dele está nesse link. No fim das contas, Scarpa estava apenas ganhando atenção para uma campanha pró-doação de órgãos.

Famoso, respeitado na alta sociedade brasileira e polêmico em alguns aspectos, Francisco Scarpa Filho intitula-se Conde de Scarpa. Esse título pertenceu originalmente a seu avô, o industrial Ítalo-Brasileiro Nicolau Scarpa, que foi titulado Conde da Santa Sé, em reconhecimento a doações feitas à Igreja Católica. Chiquinho Scarpa faz uso do título, que foi anteriormente ignorado por seu pai. Entretanto, até onde eu sei (e não sei muito), diz-se que títulos da Santa Sé não são hereditários. Mas como o assunto aqui é Heráldica e não validação de títulos, vamos logo ao brasão.

Eu acho a heráldica do Século 19 particularmente difícil de Brasonar, então quero comentários do pessoal mais especializado aqui. Como se brasona essa peça, que é tão extravagante quanto seu possuidor?

domingo, 8 de setembro de 2013

Um pouco de Heráldica Fictícia

Um hobby que eu acho particularmente interessante é o micronacionalismo. O micronacionalismo consiste em criar uma nação para si, totalmente fictícia. No entanto, há um aspecto no micronacionalismo tradicional do qual eu não me agrado.

Na versão brasileira da micronations.wikia.com houve, por muito tempo um texto que discriminava nações de uma pessoa só e nações virtuais. Na minha opinião, se uma pessoa tem capacidade intelectual para criar uma nação fictícia, ela é suficientemente capaz de procurar grupos de pessoas que tenham o mesmo interesse, de cada um ter sua nação, e levantar o dedo médio para esses esnobes.

Enfim, feito o meu desabafo, continuamos com o assunto de hoje, nações fictícias, a minha "criação" de hoje é para a nação fictícia que um amigo meu vem criando no Minecraft, a República de Novo Mundo. Mais sobre ela vocês podem ver clicando aqui.

O brasão é simples, criado a partir da bandeira. Não gosto de brasões feitos a partir de bandeiras, mas li um dia desses num grupo de heráldica algo como: "Nas revoluções modernas não se carregam escudos e sim bandeiras. É mais fácil pintar e carregar um pedaço de pano do que um escudo". Cortado em três: o 1º de Gules, o 2º de Argent e o terceiro de Azure. Brocante sobre o todo, duas espadas postas em sautor. Suporte uma Águia de Sable, armada e bicada de Or, lampassada de Gules. Na parte inferior, listel de Argent com a divisa "Virtus Aequitas Misertus".

sábado, 7 de setembro de 2013